• Linha da Frente - Gente Normal
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    08/09/2020

    Ansiedade, insónias, medos, depressão. A Covid-19 tem tido um forte impacto psicológico na população portuguesa. Nenhum de nós estava preparado para as súbitas alterações que a pandemia provocou nas nossas vidas.

    “A parte emocional foi o mais difícil de gerir” revela a enfermeira Teresa Garcia que passou 45 dias infetada com Covid-19, sozinha em casa, afastada 700 km dos filhos pequenos. O apoio psicológico foi fundamental para aguentar o isolamento. Isabel Macedo, assistente operacional no Hospital de S.João no Porto, viveu 69 dias sozinha no quarto de sua casa à espera de ficar negativa. Um doloroso dia-a-dia de insónias e medos que a fez recorrer a apoio psicológico.

    A Organização Mundial de Saúde identifica os profissionais de saúde como um dos grupos de maior risco devido à pressão causada pela pandemia. Foram os primeiros e continuam na linha da frente no tratamento do Sars-Cov2 , com turnos prolongados, intensos rituais de limpeza, pesados equipamentos de proteção individual. Estão vulneráveis às obsessões e compulsões, ao stress, à ansiedade, à depressão.

    O Linha da Frente procurou junto deste grupo profissional mas também noutros vetores da sociedade identificar o impacto da Covid-19 a nível psicológico.

    Procurar ajuda ainda está envolto num estigma que retrai o pedido. Mas, como assumem a cantora / compositora Carolina Deslandes e o humorista Nuno Markl que recorrem a ajuda psicológica, não se trata de um capricho. Antes de uma situação que afecta 1/5 dos portugueses.

    “Gente Normal” é uma reportagem da jornalista Cândida Pinto com de imagem Rodrigo Lobo, edição de Vanessa Brízido, grafismo de Nicolau Tudela e Ricardo Dias.  

    www.rtp.pt/play/p6595/e486144/linha-da-frente